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O que torna o que faço tão especial?

Esta semana tive uma reunião com uma senhora que partilha da minha paixão e não faz coaching infantojuvenil e familiar. Parece ter o mesmo cumprimento de onda, em género, número e grau. Foi mesmo delicioso ouvir alguém falar do ensino com o mesmo entusiasmo, carinho, atenção e cuidado que eu tenho pelo que faço. É professora, e acredita como eu que os pais e os professores são fundamentais quando acreditamos na evolução e no crescimento físico, mental e espiritual de uma criança. A criança e o adolescente é de facto e a muitos níveis influenciado por estes dois fatores externos: Pais e Professores.

Podemos gostar ou não gostar de ler isto, e:

“1/3 dos ALUNOS portugueses está em sofrimento psicológico e défice de competências emocionais” – Observatório de Saúde Psicológica e Bem-Estar: Monitorização e Ação (2022)

“1/2 dos PROFESSORES portugueses está em sofrimento psicológico” – Observatório de Saúde Psicológica e Bem-Estar: Monitorização e Ação (2022)

“A formação dada a adultos que vivem com crianças (FAMÍLIA) promove muito mais a aprendizagem do que a formação dada aos professores” – Jonh Comings, Harvard University

Coaching Infantojuvenil: A que me dedico afinal?

Eu dedico-me ao coaching infantojuvenil e familiar porque acredito que quanto mais cedo as crianças e os jovens conhecerem as ferramentas e o método, mais cedo as aplicarão nas suas vidas. Isto não é (ainda) ensinado nas escolas – algo que já comecei a desenvolver e estou a apostar – e, é necessário e importante que o seja! Para que se comece a construir um caminho que acredite e espalhe uma linguagem, uma forma e um comportamento que genuinamente acredite que há mais para além daquilo que aprendemos no passado. Há formas diferentes de chegar aos “mesmos” lugares (ou a outros) e que também funcionam. E funcionam de uma maneira diferente!

Para que as crianças e os adolescentes possam usufruir e beneficiar da aplicação de áreas como gestão emocional, talento, comunicação, ação e objetivos, saúde mental, entre outras, nas suas vidas precisam de uma maior consciência no ambiente que as envolve: pais, professores e meio escolar e de ensino (Escolas, Centros de Estudos, Escolas de dança…). É importante que todos estes possam falar a mesma língua.

 

coaching

Não é ensinado nas escolas

O coaching infantojuvenil não é ensinado nas escolas, mas também não o é em casa e esses conhecimentos que cada um usará como entender, podem transformar vidas. Permitem colocar os temas em perspetiva. Ajudam pais, filhos e professores a aprenderem a ser felizes, e mais completos com aquilo que têm e com o que decidem alcançar.

Conheço escolas cujos professores não se envolveram para fazer o desfile de carnaval dos meninos. Há histórias que me chegam que relatam que os professores perguntam aos meninos se querem fazer o teste adaptado. Isso teoricamente não lhes devia ser perguntado – é um direito – mas, dá trabalho…

Li em blogues recentemente, comentários feitos pelos próprios professores afirmando que não querem acompanhar (as saudosas) visitas de estudo – já não estão para isso… dá muito trabalho e não são pagos para isso.

Conheço pais que estão em casa ao mesmo tempo que os filhos fora do horário laboral, mas não privam com eles. Não querem ir às festas da escola porque “é uma seca”. Recusam-se a fazer os disfarces e desafios da escola porque dá trabalho. Escusam-se a brincam com os filhos porque não têm tempo, nem pachorra…

Mas, todos eles – pais e professores – querem que os meninos façam os trabalhos, honrem os seus compromissos e estejam divertidos, conversadores e participativos nas festas familiares e nos almoços e jantares lá de casa.

Eu trabalho com estes pais, com estes filhos e com estes professores. Com aqueles que querem fazer diferente. Com quem quer atuar mais de acordo com o que gostaria e não sabe como. E sim, é muito especial!…

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