Paula Pinto Almeida / Filhos  / Ninguém salva ninguém?
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Ninguém salva ninguém?

Será que ninguém salva ninguém e que ninguém tem o poder de condenar o que é “teu”, quando é verdadeiramente teu?

Sempre me considerei alguém independente, autónoma, e livre. Por certo, andei pela vida a criar os meus projetos pessoais e profissionais, atrás dos meus sonhos tal como ser mãe, formar-me, gerir equipas, coordenar departamentos de marketing, dar aulas… sem perceber certos acontecimentos da vida, passando por cima das dificuldades e sem compreender certas reações minhas…

Entretanto trabalhava para outros, e empreendia (aparentemente) feliz, estudava com gosto e tinha muito bons resultados. Mas, não me sentia preenchida, realizada nem feliz. Emprego a emprego, sentia que uma vez passada a novidade a vontade se esvanecia… e não compreendia… atribuía-o ao quotidiano e ao tédio. Queira fazer diferente, queria fazer mais, queria fazer à minha maneira.

Certamente, tinha resistência em deixar o certo pelo incerto e portanto, cheguei mesmo a desejar trabalhar num sítio em que eu definisse o meu horário, o meu trabalho e gerisse equipa. E tive-o! Tive-o mesmo! E não foi suficiente para mim.

O que procurava eu afinal? Ser eu. Ter espaço para ser eu. Queria algo que me espelhasse e que estivesse de acordo com os meus valores… e foi nessa altura que tomei consciência de que ninguém salva ninguém!

E se soubesses que ninguém salva ninguém?

Posto isto, perguntei a mim mesma:
. O que mudaria se o teu “eu” do futuro aparecesse e te dissesse que ninguém te vem salvar? Que ninguém salva ninguém? E adicionalmente te dissesse que o que tens aqui e agora é suficiente? Suficiente para ser feliz e para empreender naquilo que realmente te representa! Naquilo que está alinhado contigo e com os teus valores?
. E se o teu “eu” do futuro te dissesse que vais falhar? E que ninguém vai reconhecer o teu trabalho, “nunca”? Que faças o que fizeres ninguém, nunca vai reconhecer o teu trabalho, o que farias?

De facto, alinhava-me comigo e com aquilo que eu acredito.

O Autoconhecimento

Em resumo, quero empreender. O que está ao teu alcance agora? Como podes começar?
Queres crescer numa área de mercado nova? O que precisas de fazer para “otimizar” o caminho?

Estas são algumas das questões que nos podemos fazer.

O autoconhecimento permitiu-me ser quer mais consciente, quer mais segura, quer mais forte, quer mais generosa, quer mais compreensiva. Saber sobretudo que em mim tenho tudo, que sou capaz de produzir bondade e dor; amizade e inveja; felicidade e tristeza e que isso depende de mim, só de mim, é libertador. Inegavelmente, saber que nada daquilo que eu produzo na esfera das emoções é bom ou mau, simplesmente acontece como resultado de algo que eu produzo permite-me conhecer-me melhor, fazer melhor e empatizar mais comigo e com os outros.

E assim nasce a minha marca, a marca com o meu nome. É ela que permite o encontro com aquilo que eu acredito e que quero para mim e para o mundo à minha volta!

 

descobre a heroína que há/está em ti 

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