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Mamã, hoje vou sonhar coisas boas

Ontem foi um dia especial para mim, um dia exigente e dedicado (como é apanágio das mães :P). Trabalhei na criação de conteúdo, participei num programa de marca e comunicação (com muito entusiasmo porque A-DO-RO o tema) e no final do dia fiz a entrega do conteúdo da Mentoria (de 4 horas) do Jorge Coutinho. Uma honra! Foi um conteúdo que fez as minhas delícias, tratou-se de uma simbiose entre o marketing e o desenvolvimento pessoal: duas paixões. Criação de Marca e Redes Sociais era o tema e adorei experimentar este desafio e articulei um tema, com base na criação de marca como experiência de crescimento pessoal. Delícia!

Imersa na mentoria sentia o aroma do jantar, e os miúdos a falar e a brincar. E quando termino o dia, já a família tinha jantado e foi nesse momento que soube que o meu marido fez uma febrícula (e não, não acredito que tenha sido por ter ficado sozinho com os miúdos…). Aparentemente, “nada de especial”, mas mesmo assim decidiu que queria dormir noutra divisão da casa ficando um pouco mais reservado de nós…

 

O Pai…

Aquilo que pensámos não impactar “demasiado” os miúdos gerou uma curiosidade nos três e mais tarde uma preocupação mais profunda manifestada, nomeadamente por um deles; um dos meus filhos gémeos. Depois do meu marido se recolher o meu filho perguntou-me:

– O que tem o pai?

– Está um pouco adoentado. Respondi.

– Mas, mamã, precisa de ir ao médico? Continuou ele.

– Não filho. Respondi.

Ficou então, “parado” e um pouco pensativo (note-se que parado é mais “lento” do que o habitual porque continuava em atividade com o seu ursinho de peluche que a mana lhe “emprestadeu”.)

Enquanto eu lavava os meus dentes voltou às suas questões:

– O pai precisa de tomar medicamentos?

– Sim, o pai tomou um medicamento para baixar a febre. Respondi.

– E vai ter que tomar muitos? Retorquiu.

– Talvez… alguns… não sabemos ainda… Respondi.

E ele voltou ao seu silêncio…

 

Os pais são os líderes

Então eu disse-lhe que os pais estão atentos e sabem o que fazer nestas situações, para não se preocupar. Disse-lhe que sabemos o que fazemos e que o pai se estava já a sentir melhor.

E o pequeno prosseguiu:

– E por que é que o pai vai dormir noutro quarto e não dorme contigo na cama?

– Porque achamos que deve ter um “bichinho” pequenino que pode também passar para mim e nós não queremos isso, mas acreditamos que tudo voltará ao normal em breve.

 

Hoje vou sonhar coisas boas

Então houve um abraço quentinho, muitas beijoquinhas e foi dormir. Quando o aconcheguei disse-me: – Mamã, hoje vou sonhar coisas boas.

Poderia eu ter procurado validar se ainda tinha medos? Podia. E achei que naquele momento era melhor deixá-lo dormir com a sua intenção definida e não “mexer” em mais nada. Podemos (e a meu ver devemos) estudar e procurar saber melhor acompanhar os nossos filhos e, não obstante, haverá sempre momentos em que o que vai “valer” vai ser a nossa sensibilidade, a nossa perceção, acuidade, calibração e empatia.

O mais importante foi feito: de facto, não ficou sem resposta às suas questões, às suas preocupações e paralelamente, foi acolhido, ficou consciente que os pais estão na liderança, que é o mesmo que dizer que estão ao “leme do navio” pelo que se pode PERMITIR “Sonhar com coisas boas” ♥

O meu filho. 4 anos.

 

Encontra mais vezes a felicidade em ti e na tua família! ♥

#beyounique

 

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