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Calma, Porque Antes de Melhorar Piora!

Alfred Pennyworth é o mordomo e personagem de ficção da banda desenhada do Batman. E por que é que ele abre este artigo? Porque dizia a mítica frase: “Tudo piora muito antes de melhorar.” — Alfred Pennyworth (Batman – O Cavaleiro das Trevas). Se pensarmos bem, é assim na vida. Esta é uma frase mítica… em que poucos pensam no seu dia a dia e que poderia suavizar o “embate” das ocorrências quotidianas… enquanto pais, filhos, colaboradores, empreendedores ou membros de um casal… e porque não, como pessoa no seio da sua própria vida.

E por que é que eu me lembrei de falar deste tema? Porque estamos atualmente a mudar as janelas da nossa casa e tenho dito para mim mesma esta frase repetidamente. Depois lembrei-me que noutras alturas da vida já o fiz e resolvi partilhar algumas contigo neste início de ano, em que muitas pessoas procuram mudar. Nem que seja a roupa de Verão por Inverno (há quem se atrase!), mudar a decoração da sala, mudar de casa, mudar de emprego, mudar o saco do lixo ou o rolo do papel higiénico… Então, se vais mudar, é normal que primeiro piore para depois melhorar. Vamos lá!

Quando Trocas as Janelas lá de Casa

Trocar as janelas é daquelas coisas que tínhamos identificado como necessário e que decidimos fazê-lo, porque era meeeeesmo necessário… Diariamente procuro ficar em mim, no meu estado tranquilo e focado. Mesmo quando andam 5 pessoas estranhas pela casa fora durante o dia com madeiras, persianas e janelas… e pousam as ferramentas em cima da cama dos miúdos e dos tapetes enrolados (para não atrapalhar ninguém).

Procuro manter-me em mim mesmo quando dormimos sem persianas, quando temos pó por todo lado, limpezas diárias e cuidados de COVID… Porque ao fim do dia regressam a casa três filhos (que felizmente, neste cenário, durante o dia estão na escola).

Como me mantenho em mim? Pensando que “Tudo piora muito antes de melhorar.” E que se trata de um processo, necessário e que faz parte. Não há janelas novas e melhor isolamento em casa, sem isto acontecer…

Quando retomas a Atividade Física

Quando retomei a atividade física passado “alguns” anos, senti o mesmo. Já não tinha a mesma agilidade, força e resistência, e o primeiro treino foi de rir… fazia um exercício e parava, fazia outro e parava e passado um mês já fazia tudo seguido e passado dois meses até acompanhava o meu marido nas corridas dele.

Quando queres ter Resultados Diferentes

Outro exemplo de que me lembrei hoje foi o de quando fui para a faculdade. Nessa altura tinha um histórico de reprovação no secundário porque andei à sombra da bananeira, a ser adolescente e a curtir a vida (e ainda bem) e depois reprovei (ainda mal – consequências!). E depois jurei a mim mesma que nunca mais ia ter uma negativa na vida e cheguei a ser a melhor aluna do curso. Fui a melhor aluna do curso (com direito a cerimónia e tudo!) sem ter colocado isso como um objetivo. Aprendi a estudar, aprendi a organizar-me, a calibrar-me e isso deu trabalho, lá está – Antes de melhorar Piora.

Acima de tudo, gostei da jornada, aprendi a gostar de estudar, aprendi a gostar da jornada, assumi que cada teste era um desafio que fazia parte e no final aconteceu, o ter sido a melhor aluna do curso.

Quando Mudas a Relação com os teus Filhos

Um outro exemplo de que me lembrei relativamente a esta questão foi o de quando alterei a minha forma de lidar com os pequenos e optei por passar a adotar uma comunicação mais humanizada, mais respeitosa, centrada nas suas necessidades, mais empática e sincera…

Principalmente a mais velha “não percebeu”, estranhou e passou a testar esse meu novo comportamento diariamente durante semanas, tentando voltar aos padrões anteriores… Lembrei-me que também aqui procurei manter-me em mim, com maior dificuldade do que no caso das janelas, confesso… Primeiro porque são nossos, e depois porque temos padrões que repetimos há anos, e senti-me provocada e desafiada (cenas minhas ligadas à infância…). Às vezes lá ia uma atitude mais ríspida, um tom mais alto, ou mais diretivo do que eu gostaria (e hoje em dia ainda vai, mas agora bem mais espaçadamente, numa postura mais consciente, num recuar mais imediato).

Depois pensava que “Tudo piora muito antes de melhorar” e que eles aprendem a comportar-se connosco, que somos o seu maior exemplo, que o ser humano procura padrões e consistência e eles (os filhos) não são diferentes de nós (e testam-nos, claro) e que eu é que escolho onde quero estar e passar mais tempo e por fim, que não há pessoas, nem mães perfeitas. Nós somos perfeitos assim, na imperfeição e em busca de querer ser um ser humano melhor, todos os dias (e fazer por isso, claro!). E dessa forma hoje as coisas fluem bastante melhor, com mais cumplicidade, mais harmonia, mais confiança, mais tolerância entre todos e o trabalho continua, diariamente no caminho daquilo em que acredito.

os meus filhos

Nada Aconteceu num Click

Adotar uma relação mais humanizada e respeitosa com os filhos, não acontece com um click, em que de repente toca a fazer diferente, e depois voilá, está feito. Há primeiro e sempre a tomada de consciência, a necessidade de consistência, dedicação, determinação e de acreditar que esse é o caminho que faz sentido.

Ando a aprender diariamente a apreciar a jornada… em várias áreas da minha vida. E por ter sido tão revelador desafio-te, neste início de ano, a identificares três aspetos que gostarias de melhorar na relação com os teus filhos, na relação com a tua família, ou na relação contigo e a definires metas. Depois, aprecia a jornada com determinação, consciente daquilo que queres e não queres para a tua vida.

Boa viagem, bom ano! 😉 <3

Encontra mais vezes a felicidade na tua família! ♥

#beyounique

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