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Amar é (também) uma Escolha!

Há dias pensava nisto: Para amar um filho não basta “só” assumir o papel de mãe. Amar um filho passa por uma escolha. Sobretudo, continuar a amar um filho.

Nem tudo é instinto, nem tudo é amor, há muito de escolhas e de quereres no que toca a ser uma mãe que ama os filhos.

Quando engravidei, disseram-me: “Não há amor maior no mundo que o amor que sentimos por um filho, é assim… tu verás…” E de facto, eu (escolhi e) senti assim. De facto, eu continuo a sentir assim, porque escolho todos os dias que é esse o caminho que eu quero trilhar, porque quando eles escolhem afastar-se para ver televisão, brincar, estar com os amigos, ir para o tablet ou tv, ou simplesmente estar com eles mesmos, eu decido que quero estar quando voltarem, ou ir com eles (com cuidado para não invadir o seu espaço). Eu decido que quero fazer parte das suas vidas, no espaço e no tempo que me couber e que for nosso. No que depender de mim eu vou estar; eu decido querer estar.

A Nossa Relação

A nossa relação pode não ser sempre agradável, pode haver momentos de tensão, uma resposta torta, pode haver aspetos em que discordemos, e eu continuo a decidir estar.

 

“Nem a vinculação, nem o amor materno nem a maternalidade são imutáveis, para sempre. Precisam de ser alimentados e estendidos para que se recriem e sejam capazes de, pela vida fora, responderem aos apelos, aos desafios e aos problemas que um filho nos traz.”

Eduardo Sá

 

O Instinto e Amar por Escolha

Nem tudo é instinto, instinto é aquele que “salta” quando queremos proteger e cuidar de um filho, que é o mesmo que dizer, da nossa cria. Faz-se das respostas biológicas e que por reflexo surgem numa mãe diante do seu bebé/cria. Aí (no instinto) não cabe o acompanhamento depois de uma resposta torta, aí não cabe pedir desculpa depois da nossa resposta torta. Caberão, em certos casos, outras respostas de fundo reflexo pertencentes ao instinto, mas não ao instinto maternal.

 

Precisamos de querer ser inteligentes, de procurar conhecimento em forma de alternativas, precisamos de querer ser “boas” mães, de o decidir. Precisamos de querer ser resilientes e continuar sempre, porque amar é (também) uma escolha.

 

Amar, educar, acompanhar, corrigir, sugerir, ensinar, permitir, negociar, felicitar, estimular, empatizar, racionalizar… são algumas das ações que devem ser alimentadas e que precisam de ser cuidadas por nós. E, são necessárias à vida de mãe, não são respostas instintivas, trabalham-se, aprendem-se. Implica disponibilidade, abertura e vulnerabilidade. Envolve aceitar que nem tudo é como gostaríamos que fosse e que podemos sempre estar disponíveis para fazer a nossa parte, se quisermos.

 

Ser “boa” mãe, não depende só de querer; mas já diz o ditado que “querer é poder”.

 

Encontra mais vezes a felicidade em ti e na tua família! ♥

#beyounique

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